Lá se foi mais um 7 de setembro. E, novamente, a sociedade brasileira se organizou e demonstrou que não basta entoar o hino nacional e assistir aos desfiles cívico-militares para “comemorar” a independência tupiniquim e demonstrar patriotismo.
Como ecoar gritos de independência e soberania se continuamos presos às amarras do capitalismo internacional? Como festejar alguma coisa num país onde o governo se pauta pelo agronegócio e pela relação promíscua com as multinacionais?, perguntam movimentos populares, pastorais sociais e organizações comunitárias.
O povo brasileiro disse um não! Não a esse modelo político e econômico neoliberal. Com o lema “Vida em primeiro lugar, direitos e participação popular”, milhares de pessoas em todo o território brasileiro construíram a 14ª edição do Grito dos Excluídos.
Realizado desde 1995, o Grito dos Excluídos constitui-se numa ampla mobilização baseada em três eixos: denunciar o modelo que concentra riqueza e renda, condenando milhões de pessoas à exclusão social; tornar público nas ruas a imagem dos grupos historicamente excluídos; e propor caminhos alternativos ao modelo neoliberal, desenvolvendo uma política de inclusão social e participação popular.
O preço da energia elétrica e dos alimentos, a criminalização dos movimentos sociais, a marginalização da pobreza e da fome, e a defesa dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos foram molas que impulsionaram marchas, audiências e atos públicos em 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal.
Em Pernambuco, a Polícia Militar tentou barrar as manifestações, reprimindo de forma violenta os participantes. Somente após três horas de intervenção policial, a população iniciou as manifestações. Em Salvador, o Grito reuniu cerca de 10 mil pessoas. Em Manaus, uma caminhada no centro da cidade mobilizou duas mil pessoas em defesa dos direitos sociais.
No dia oficial da independência, o povo brasileiro, contrariando o discurso midiático de que vivemos em uma sociedade acomodada, mostrou que ainda há muitos braços e gritos indignados na luta por independência e pela construção de um projeto popular para o país.
Paulo Victor Melo
Estudante de Comunicação Social da UNEB – Campus III
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Esclarescimento
O Centro Acadêmico de Comunicação Social - CACoS - Gestão "Além dos Muros" vem de público informar o motivo pelo qual nos afastamos da organização do evento "Jornalista Por Formação: caminhos e perspectivas em defesa da profissão" a ser realizado no dia 10 de setembro na Universidade do Estado da Bahia - Campus III . De fato, nos colocamos à disposição para construirmos este espaço, contudo, no decorrer da construção do mesmo, discordamos do formato pensado.
A formação da/do jornalista é uma temática bastante em evidência hoje em âmbito nacional e esbarra num tema mais específico, a obrigatoriedade do diploma. Distintos posicionamentos são apresentados por entidades, profissionais, estudantes e sociedade em geral que tem participado das discussões.
Diante disso, acreditamos que a melhor forma de iniciar essa discussão em nosso curso, seria um espaço menos formal. Não vemos, por exemplo, a necessidade de uma mesa representativa, por isso nossa proposta era que fosse realizada uma roda de discussão, onde todas e todos que fizessem inscrição teriam o mesmo tempo para fazer uso da palavra.
Mas o conceito de debate defendido pela Agência Multiciência e pelo CACoS são diferentes e só isso foi o bastante para não participarmos enquanto entidade promotora/organizadora do referido evento. Todavia, o Centro Acadêmico não se omite de participar deste espaço, ratificamos: apenas não concordamos com o formato proposto.
Centro Acadêmico de Comunicação Social - UNEB Campus III
Gestão "Além dos Muros"
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Curso de Pedagogia elege Diretório Acadêmico
Estudantes do turno vespertino e noturno do curso de Pedagogia elegeram ontem (01/09), através de voto direto, o Diretório Acadêmico de Pedagogia – DAP. Com 130 votos, dos 180 votantes, a chapa Com(Ciência), única inscrita no processo eleitoral, foi eleita para gestão do DAP durante 01 ano. A chapa será empossada hoje e é composta pelas seguintes pessoas e seus respectivos cargos:
Com(Ciência)
- Coordenador Geral: Robert - 3º período vespertino
- Coordenadora de Assuntos Acadêmicos: Emille - 1º período noturno
- Coordenadora de Esporte e Lazer: Rafaela - 3º período vespertino
- Coordenadora de Cultura e Eventos: Cleidinalva - 3º período vespertino
- Coordenadora de Comunicação e Mídia: Taciane - 3º período vespertino
- Coordenadora de Finanças: Anne Glória - 3º período vespertino
- Coordenador de Políticas Educacionais: Renato - 1º período noturno
- Coordenadora de Secretaria Geral: Anne - 3º período vespertino
Com(Ciência)
- Coordenador Geral: Robert - 3º período vespertino
- Coordenadora de Assuntos Acadêmicos: Emille - 1º período noturno
- Coordenadora de Esporte e Lazer: Rafaela - 3º período vespertino
- Coordenadora de Cultura e Eventos: Cleidinalva - 3º período vespertino
- Coordenadora de Comunicação e Mídia: Taciane - 3º período vespertino
- Coordenadora de Finanças: Anne Glória - 3º período vespertino
- Coordenador de Políticas Educacionais: Renato - 1º período noturno
- Coordenadora de Secretaria Geral: Anne - 3º período vespertino
sábado, 30 de agosto de 2008
CARTA ABERTA À COMUNIDADE JUAZEIRENSE
Quantos estudantes já foram agredidos ao reivindicarem o direito à Liberdade de Expressão e o cumprimento de outras leis? Isso se repetiu na noite de sexta-feira (29/08/08), em frente ao Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus de Juazeiro – quando estudantes dos cursos de Pedagogia e Comunicação Social pediam o cumprimento da Resolução 22.718/2008.
Tal Resolução – do Tribunal Superior Eleitoral – fora encaminhada a referida Instituição de Ensino pela 48ª Zona Eleitoral e “dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais”. O Artigo 12, § 1º, diz que “São vedados a instalação e o uso de alto-falantes ou amplificadores de som em distância inferior a duzentos metros: das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, das sedes dos órgãos judiciais, dos quartéis e de outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento”.
“Queremos respeito à Universidade”, “Carro de Som em frente às Universidades: É Proibido!” e “Exigimos um direito assegurado por lei”, eram as frases escritas nos cartazes que as/os estudantes seguravam no momento em que a caminhada do candidato à prefeitura de Juazeiro, Misael Aguilar (PMDB), passava em frente ao estabelecimento de ensino.
A resposta a essa reivindicação pacífica por parte das/dos estudantes, foram agressões físicas e verbais provenientes de pessoas que participavam da caminhada, inclusive, que hoje integram o Poder Público Municipal. Dos cartazes restaram apenas fragmentos, os quais foram levados pela multidão. Das/dos estudantes, a indignação ao terem a liberdade de expressão cerceada.
Temos conhecimento que o Tribunal Superior Eleitoral assegura aos candidatos o direito de realizarem caminhadas, por isso, o objetivo da nossa manifestação era apenas cobrar o respeito ao Código Eleitoral, o que poderia ser feito com o simples ato de diminuir o volume do som e cessar a queima de fogos ao passar em frente à UNEB.
A Justiça Eleitoral foi comunicada, pela direção do Departamento, sobre os freqüentes abusos dos carros de som que circulam próximo (o suficiente para interferir de forma significativa nas aulas) à Universidade, veiculando propagandas dos candidatos a prefeito e vereadores de Juazeiro. Vale ressaltar, que essa prática ilícita se repete a cada campanha eleitoral e os órgãos competentes não põem em prática o que diz a Legislação Brasileira.
Ratificamos que não se trata de objeções a candidatos ou organizações partidárias – como fomos acusados por pessoas que participavam da caminhada – uma vez que as/os estudantes envolvidos neste ato, não são filiados e nem defendem nenhum partido político e/ou candidatos.
Repudiamos também a falta de respeito à classe estudantil. E reiteramos: as agressões não serão esquecidas, mas são incentivos suficientes para que nós, enquanto cidadãs e cidadãos, não fiquemos indiferentes à violação de nossos direitos e assim possamos contribuir para a construção de uma sociedade justa e, verdadeiramente, democrática.
Juazeiro, 29 de Agosto de 2008
Estudantes de Pedagogia e Comunicação e Social da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus de Juazeiro
Tal Resolução – do Tribunal Superior Eleitoral – fora encaminhada a referida Instituição de Ensino pela 48ª Zona Eleitoral e “dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais”. O Artigo 12, § 1º, diz que “São vedados a instalação e o uso de alto-falantes ou amplificadores de som em distância inferior a duzentos metros: das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, das sedes dos órgãos judiciais, dos quartéis e de outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento”.
“Queremos respeito à Universidade”, “Carro de Som em frente às Universidades: É Proibido!” e “Exigimos um direito assegurado por lei”, eram as frases escritas nos cartazes que as/os estudantes seguravam no momento em que a caminhada do candidato à prefeitura de Juazeiro, Misael Aguilar (PMDB), passava em frente ao estabelecimento de ensino.
A resposta a essa reivindicação pacífica por parte das/dos estudantes, foram agressões físicas e verbais provenientes de pessoas que participavam da caminhada, inclusive, que hoje integram o Poder Público Municipal. Dos cartazes restaram apenas fragmentos, os quais foram levados pela multidão. Das/dos estudantes, a indignação ao terem a liberdade de expressão cerceada.
Temos conhecimento que o Tribunal Superior Eleitoral assegura aos candidatos o direito de realizarem caminhadas, por isso, o objetivo da nossa manifestação era apenas cobrar o respeito ao Código Eleitoral, o que poderia ser feito com o simples ato de diminuir o volume do som e cessar a queima de fogos ao passar em frente à UNEB.
A Justiça Eleitoral foi comunicada, pela direção do Departamento, sobre os freqüentes abusos dos carros de som que circulam próximo (o suficiente para interferir de forma significativa nas aulas) à Universidade, veiculando propagandas dos candidatos a prefeito e vereadores de Juazeiro. Vale ressaltar, que essa prática ilícita se repete a cada campanha eleitoral e os órgãos competentes não põem em prática o que diz a Legislação Brasileira.
Ratificamos que não se trata de objeções a candidatos ou organizações partidárias – como fomos acusados por pessoas que participavam da caminhada – uma vez que as/os estudantes envolvidos neste ato, não são filiados e nem defendem nenhum partido político e/ou candidatos.
Repudiamos também a falta de respeito à classe estudantil. E reiteramos: as agressões não serão esquecidas, mas são incentivos suficientes para que nós, enquanto cidadãs e cidadãos, não fiquemos indiferentes à violação de nossos direitos e assim possamos contribuir para a construção de uma sociedade justa e, verdadeiramente, democrática.
Juazeiro, 29 de Agosto de 2008
Estudantes de Pedagogia e Comunicação e Social da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus de Juazeiro
Resolução 22.718 de 2008: http://www.tse.gov.br/downloads/eleicoes2008/r22718.pdf
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
"Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem", já dizia Rosa Luxemburgo
O que quer dizer a palavra Movimento? O dicionário Luft apresenta 9 definições, dentre essas: "mudança, revolução; ação, agitação ou esforço organizado para se conseguir um objetivo, campanha". Pois bem, Movimento é uma palavra bastante ampla mesmo, mas é no contexto das lutas socias que aqui será tratado esse conceito.
Rosa Luxemburgo, filósofa marxista polonesa, fala da necessidade de se movimentar para sentir as correntes que nos prendem. Se conseguirmos sentir a força que essas correntes têm sobre nós, tomaremos consciência da necessidade de rompê-las. É a partir daí que surge a indignação, a impossibilidade de ficar inerte, o desejo de mudança, é a partir daí que compreendemos que o "movimentar-se" é imprescindível e urgente.
Mas, estamos submetidos a um sistema opressor que opera em favor do capital, por isso, se somos poucos, certamente não superaremos a força de cada elo da corrente. Porém, se atuarmos em parcerias, dialogando com quem também tá na luta pelo rompimento das correntes e somando forças para isso, o sistema pode ser acorrentado. Tarefa nada fácil, entretanto não dá pra ficar se prendendo as dificuldades para justificar a ausência de atitudes.
E nós, que esforço estamos fazendo para sentir as amarras que nos prendem? Qual o papel do Movimento Estudantil na sociedade atual? Movimento Estudantil é Movimento Social?
As experiências têm me ensinado que o caminho da mudança passa pela educomunicação e pela atuação em rede, práticas que tentamos desenvolver. Somos então Movimento Social, uma vez que nos propomos a contribuir com a existência de uma sociedade livre e igualitária e para tanto nos dispomos a construir em parcerias, na certeza de que isolados não iremos muito longe.
Érica Daiane
Abaixo, texto do estudante Paulo Victor, que participou do I Encontro da Juventude do Campo e da Cidade.
Socializemos nossas experiências!
Rosa Luxemburgo, filósofa marxista polonesa, fala da necessidade de se movimentar para sentir as correntes que nos prendem. Se conseguirmos sentir a força que essas correntes têm sobre nós, tomaremos consciência da necessidade de rompê-las. É a partir daí que surge a indignação, a impossibilidade de ficar inerte, o desejo de mudança, é a partir daí que compreendemos que o "movimentar-se" é imprescindível e urgente.
Mas, estamos submetidos a um sistema opressor que opera em favor do capital, por isso, se somos poucos, certamente não superaremos a força de cada elo da corrente. Porém, se atuarmos em parcerias, dialogando com quem também tá na luta pelo rompimento das correntes e somando forças para isso, o sistema pode ser acorrentado. Tarefa nada fácil, entretanto não dá pra ficar se prendendo as dificuldades para justificar a ausência de atitudes.
E nós, que esforço estamos fazendo para sentir as amarras que nos prendem? Qual o papel do Movimento Estudantil na sociedade atual? Movimento Estudantil é Movimento Social?
As experiências têm me ensinado que o caminho da mudança passa pela educomunicação e pela atuação em rede, práticas que tentamos desenvolver. Somos então Movimento Social, uma vez que nos propomos a contribuir com a existência de uma sociedade livre e igualitária e para tanto nos dispomos a construir em parcerias, na certeza de que isolados não iremos muito longe.
Érica Daiane
Abaixo, texto do estudante Paulo Victor, que participou do I Encontro da Juventude do Campo e da Cidade.
Socializemos nossas experiências!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Jovens de movimentos sociais reafirmam a luta pela construção de um Projeto Popular para o Brasil
Durante cinco dias, jovens de vinte estados brasileiros, ligados a movimentos sociais populares, se reuniram na Universidade Federal Fluminense (UFF), na cidade de Niterói para momentos de estudo, formação política, discussões sobre a conjuntura nacional e internacional e sobre o momento que atravessa a esquerda brasileira.
Foi de 11 a 15 de agosto, durante o I Encontro Nacional da Juventude do Campo e da Cidade (ENJCC), organizado por 24 movimentos sociais de trabalhadores, negros e negras, mulheres, sem-terra, sem-teto, camponeses, estudantes e desempregados, em sua maioria ligados à Via Campesina.
O I ENJCC é parte de um programa de formação da juventude da classe trabalhadora, organizado pelo Coletivo Nacional de Juventude da Via Campesina. O curso vem ocorrendo, em nove Estados, desde 2006 e tem como objetivo formar, mobilizar e organizar os jovens trabalhadores do campo e da cidade.
Para o Coordenador Nacional de Juventude do MST, Antônio Neto, o encontro foi um marco para a juventude da classe trabalhadora, afinal jovens de diversas organizações tiveram a oportunidade de relatar seus avanços e dificuldades de mobilização, trocar experiências de lutas e se articularem para promover outras lutas conjuntas.
Temas como capitalismo na atualidade, análise e interpretação de dados sobre a juventude, criminalização dos movimentos sociais e fragmentação da esquerda foram debatidos pelos jovens no campus da Universidade. Atividades como mesas de diálogo, grupos de discussão, eixos temáticos, oficinas e apresentações artístico-culturais proporcionaram o aprofundamento dos debates e a integração dos jovens ali presentes.
As místicas também estiveram presentes em todo o encontro, no sentido de sensibilizar os militantes e convocá-los para as lutas sociais. A luta das mulheres camponesas no 8 de março, as mobilizações do plebiscito pela reestatização da Vale do Rio Doce e as manifestações contra a Transposição do Rio São Francisco foram contadas com muita poesia, música e teatro.
O Encontro foi também um lugar para prestar homenagens a grandes lutadores e lutadoras do povo. O legado de Che Guevara, Olga Benário e Josué de Castro foram lembrados com a presença, inclusive, das filhas de Olga e Josué, respectivamente, Anita Prestes e Ana Maria Castro.
Rafael Vilas Boas, do Setor de Cultura do MST, acredita que o Encontro foi o momento também de refletir sobre a miopia da esquerda brasileira que, muitas vezes, “não consegue compreender que as questões sociais estão historicamente ligadas entre si”.
“O encontro é um grande passo que a juventude brasileira dá rumo ao processo de revolução neste país. Penso que a partir deste encontro poderemos nos entender melhor e nos organizar, trabalhar e conscientizar nossa juventude de que suas diferenças culturais e estruturais são particularidades e que só através da compreensão dessa heterogeneidade, podemos romper com as dificuldades colocadas pelo o inimigo único que nos cerca. E com isso avançarmos na construção de um projeto popular para o Brasil”, afirmou Thiago Cavalcanti do Núcleo de Assessoria Jurídica de Pernambuco (NAJUP).
Um dos momentos mais aguardados do encontro foi justamente a última atividade antes da partida dos ônibus das delegações: o Ato Público pelo Centro do Rio de Janeiro, na tarde do dia 15. Organizados em fileiras e com bandeiras vermelhas nas mãos, os jovens denunciaram as mortes que são causadas pela violência do Estado e protestaram contra a criminalização dos movimentos sociais.
Os cerca de 1200 jovens presentes no Ato foram ao Ministério da Educação, à sede da Vale do Rio Doce, ao Consulado dos Estados Unidos e ao Tribunal de Justiça exigir, entre outras coisas, uma educação pública de qualidade em todos os níveis; a reestatização da Vale e o cumprimento imediato dos direitos fundamentais, como trabalho, saúde e moradia.
“Juventude que ousa lutar, constrói o Poder Popular”, “Pátria Livre, Venceremos!”, “Cultura, Trabalho, Educação, Levante Juventude pra fazer Revolução”, “Te cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista”, foram alguns dos gritos de ordem entoados durante o Encontro e levados ao centro do Rio.
O I ENJCC possibilitou também a integração da juventude de diversos movimentos sociais populares. A troca de experiências se pautou na luta por uma construção alternativa para o país. Isabelle Mendes, do Movimento Estudantil da Paraíba, espera que “a juventude se fortaleça e que outros espaços como estes sejam realizados”.
Por Paulo Victor Melo
Durante cinco dias, jovens de vinte estados brasileiros, ligados a movimentos sociais populares, se reuniram na Universidade Federal Fluminense (UFF), na cidade de Niterói para momentos de estudo, formação política, discussões sobre a conjuntura nacional e internacional e sobre o momento que atravessa a esquerda brasileira.
Foi de 11 a 15 de agosto, durante o I Encontro Nacional da Juventude do Campo e da Cidade (ENJCC), organizado por 24 movimentos sociais de trabalhadores, negros e negras, mulheres, sem-terra, sem-teto, camponeses, estudantes e desempregados, em sua maioria ligados à Via Campesina.
O I ENJCC é parte de um programa de formação da juventude da classe trabalhadora, organizado pelo Coletivo Nacional de Juventude da Via Campesina. O curso vem ocorrendo, em nove Estados, desde 2006 e tem como objetivo formar, mobilizar e organizar os jovens trabalhadores do campo e da cidade.
Para o Coordenador Nacional de Juventude do MST, Antônio Neto, o encontro foi um marco para a juventude da classe trabalhadora, afinal jovens de diversas organizações tiveram a oportunidade de relatar seus avanços e dificuldades de mobilização, trocar experiências de lutas e se articularem para promover outras lutas conjuntas.
Temas como capitalismo na atualidade, análise e interpretação de dados sobre a juventude, criminalização dos movimentos sociais e fragmentação da esquerda foram debatidos pelos jovens no campus da Universidade. Atividades como mesas de diálogo, grupos de discussão, eixos temáticos, oficinas e apresentações artístico-culturais proporcionaram o aprofundamento dos debates e a integração dos jovens ali presentes.
As místicas também estiveram presentes em todo o encontro, no sentido de sensibilizar os militantes e convocá-los para as lutas sociais. A luta das mulheres camponesas no 8 de março, as mobilizações do plebiscito pela reestatização da Vale do Rio Doce e as manifestações contra a Transposição do Rio São Francisco foram contadas com muita poesia, música e teatro.
O Encontro foi também um lugar para prestar homenagens a grandes lutadores e lutadoras do povo. O legado de Che Guevara, Olga Benário e Josué de Castro foram lembrados com a presença, inclusive, das filhas de Olga e Josué, respectivamente, Anita Prestes e Ana Maria Castro.
Rafael Vilas Boas, do Setor de Cultura do MST, acredita que o Encontro foi o momento também de refletir sobre a miopia da esquerda brasileira que, muitas vezes, “não consegue compreender que as questões sociais estão historicamente ligadas entre si”.
“O encontro é um grande passo que a juventude brasileira dá rumo ao processo de revolução neste país. Penso que a partir deste encontro poderemos nos entender melhor e nos organizar, trabalhar e conscientizar nossa juventude de que suas diferenças culturais e estruturais são particularidades e que só através da compreensão dessa heterogeneidade, podemos romper com as dificuldades colocadas pelo o inimigo único que nos cerca. E com isso avançarmos na construção de um projeto popular para o Brasil”, afirmou Thiago Cavalcanti do Núcleo de Assessoria Jurídica de Pernambuco (NAJUP).
Um dos momentos mais aguardados do encontro foi justamente a última atividade antes da partida dos ônibus das delegações: o Ato Público pelo Centro do Rio de Janeiro, na tarde do dia 15. Organizados em fileiras e com bandeiras vermelhas nas mãos, os jovens denunciaram as mortes que são causadas pela violência do Estado e protestaram contra a criminalização dos movimentos sociais.
Os cerca de 1200 jovens presentes no Ato foram ao Ministério da Educação, à sede da Vale do Rio Doce, ao Consulado dos Estados Unidos e ao Tribunal de Justiça exigir, entre outras coisas, uma educação pública de qualidade em todos os níveis; a reestatização da Vale e o cumprimento imediato dos direitos fundamentais, como trabalho, saúde e moradia.
“Juventude que ousa lutar, constrói o Poder Popular”, “Pátria Livre, Venceremos!”, “Cultura, Trabalho, Educação, Levante Juventude pra fazer Revolução”, “Te cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista”, foram alguns dos gritos de ordem entoados durante o Encontro e levados ao centro do Rio.
O I ENJCC possibilitou também a integração da juventude de diversos movimentos sociais populares. A troca de experiências se pautou na luta por uma construção alternativa para o país. Isabelle Mendes, do Movimento Estudantil da Paraíba, espera que “a juventude se fortaleça e que outros espaços como estes sejam realizados”.
Por Paulo Victor Melo
Se ligue!
O corpo discente tem representação em algumas instâncias da Universidade. O CACoS tem algumas críticas com relação a isso, pois só podemos ter um/uma estudante com direito a voto nesses espaços deliberativos, onde fazem parte também docentes e funcionários.
Atualmente, nossos representantes são as seguintes pessoas:
Conselho Departamental
- Titular: João Paulo Cerqueira - 6º período
- Suplente: Quercia Oliveira - 6º período
Colegiado do Curso
- Titular: Paulo Victor Purificaçao Melo - 8º período
- Suplente: Karine Pereira - 6º período
O Centro Acadêmico tem autonomia para indicar esses representantes, contudo prezamos pela democracia, pelo aumento da participação discente nesses espaços. Assim, cada estudante matriculado/a pode se disposr a ser uma dessas representações.
- O período de representação é de dois anos no Conselho e um ano no Colegiado;
- As reuniões do Conselho acontecem uma vez por mês (geralmente na primeira sexta-feira de cada mês) a partir das 16h na sala da diretoria;
- As reuniões do colegiado são realizdas quinzenalmente, dia de segunda-feira, a partir das 18h na sala 06;
- Qualquer estudante pode (e deve) participar dessas reuniões com direito a voz. Já o voto é permitido apenas ao titular ou suplente.
São nesses espaços que passamos a conhecer mais sobre nossa Universidade e nosso curso... é aí também que são encaminhadas questões que estão diretamente relacionadas à nossa formação. Portanto, é preciso nos fazermos presentes nesses momentos e não apenas deixar a responsabilidade de propor, contestar, argumentar, votar, para as duas pessoas que nos representam. São nesses ambientes que as "vozes insatisfeitas dos correrdores" precisam ser ecoadas.
Atualmente, nossos representantes são as seguintes pessoas:
Conselho Departamental
- Titular: João Paulo Cerqueira - 6º período
- Suplente: Quercia Oliveira - 6º período
Colegiado do Curso
- Titular: Paulo Victor Purificaçao Melo - 8º período
- Suplente: Karine Pereira - 6º período
O Centro Acadêmico tem autonomia para indicar esses representantes, contudo prezamos pela democracia, pelo aumento da participação discente nesses espaços. Assim, cada estudante matriculado/a pode se disposr a ser uma dessas representações.
- O período de representação é de dois anos no Conselho e um ano no Colegiado;
- As reuniões do Conselho acontecem uma vez por mês (geralmente na primeira sexta-feira de cada mês) a partir das 16h na sala da diretoria;
- As reuniões do colegiado são realizdas quinzenalmente, dia de segunda-feira, a partir das 18h na sala 06;
- Qualquer estudante pode (e deve) participar dessas reuniões com direito a voz. Já o voto é permitido apenas ao titular ou suplente.
São nesses espaços que passamos a conhecer mais sobre nossa Universidade e nosso curso... é aí também que são encaminhadas questões que estão diretamente relacionadas à nossa formação. Portanto, é preciso nos fazermos presentes nesses momentos e não apenas deixar a responsabilidade de propor, contestar, argumentar, votar, para as duas pessoas que nos representam. São nesses ambientes que as "vozes insatisfeitas dos correrdores" precisam ser ecoadas.
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